Home      Conversa Franca      3/2011 - O que é a drogadição
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O que é a drogadição?
Por Pastor Mauro Florippes 
 
 1ª QUESTÃO

A drogadição é considerada multicausal, pois compreende fatores individuais, familiares e sociais. Freud já abordava esta temática desde 1930, por meio de seu artigo intitulado “Mal-estar na Civilização”, onde é afirmado que as drogas funcionam como “amortecedores das preocupações”, pois causam um distanciamento da realidade opressora a qual o sujeito está inserido. Ele também nos advertiu que é justamente esse caráter de fuga que as drogas proporcionam, é que a torna perigosa, levando a sérios danos e dependência.

Os comportamentos de transgressão, agressividade, autonomia e desobediência, observada em seus usuários, nada mais são do que o desejo de se auto-firmar, de contrariar e demonstrar desprezo e raiva pelas figuras de autoridade, as quais ditam as regras de certo ou errado que tanto eles insistem em romper. Claro que essas afetações são de ordem inconsciente. Os usuários têm um forte desejo de correr riscos, e apesar da aparente atitude de onipotência que experimentam, na realidade as drogas só servem para mascarar uma auto-estima baixíssima, forte irritabilidade, baixa tolerância à frustração e explosões de raiva.

Enfim, o toxicômano busca mediante substâncias químicas transpor a condição humana, chegando às vezes a pagar o preço da própria vida, pois sabemos que toda essa adição é uma prática suicida, a curto ou a longo prazo. É um triste paradoxo, pelo medo de morrer, matam-se.

Por que as drogas afastam as pessoas?

2ª QUESTÃO

As pessoas fogem, justamente pelo caráter transgressor e perverso daquele que está à margem. É o sentimento de preservação da própria vida, o temor de ser agredido, de ser violado em seus direitos de ir e vir. Estamos vivendo a inversão de valores, onde o errado passou a ser o certo, e o certo o errado. Então, finge-se que nada vê, foge-se para manter a integridade física, e às vezes até a emocional. Essa é a triste realidade a qual estamos inseridos.


“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma conseqüência”.  (Léon Tolstoi)
 
Publicado em 10 de maio de 2011.
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